Teleconsultas LIVE: o que muda no acesso à saúde em 2025

IA no Turismo Português: Experiências PersonalizadasBy 3L3C

Teleconsultas pela LIVE crescem 33% em 2025. Saiba o que muda com as novas notificações por email/SMS e como isto abre caminho à IA na saúde em Portugal.

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Teleconsultas LIVE: 33% de crescimento e o que isso significa para si

Em 2025, as teleconsultas realizadas pela plataforma LIVE cresceram mais de 33% face a 2024. Estamos a falar de cerca de 10 mil consultas à distância só este ano, num serviço do SNS que há poucos anos quase não existia.

Este salto não é apenas um número bonito para relatório. Mostra que a saúde digital em Portugal está a amadurecer e que utentes e profissionais já confiam nas consultas à distância para muitos problemas do dia a dia. E, ao mesmo tempo que a saúde avança, setores como o turismo português vão pelo mesmo caminho: experiências personalizadas, baseadas em dados e inteligência artificial, que aproximam serviços das pessoas — seja um médico de família, seja um hotel no centro de Lisboa.

Neste artigo, olho para o que está por detrás deste crescimento da LIVE, explico a nova funcionalidade de notificações por email e SMS, e mostro como estas pequenas melhorias tecnológicas abrem caminho a um ecossistema mais inteligente de IA na saúde em Portugal — com paralelos claros com o que já está a acontecer no turismo, na hotelaria e nas viagens.


O que está a impulsionar o crescimento das teleconsultas LIVE?

O aumento de mais de 33% nas teleconsultas em 2025 não surge por acaso. É o resultado de três forças muito concretas.

  1. Mudança de hábitos dos utentes
    Cada vez mais portugueses tratam o dia a dia através do telemóvel: banca, escola, compras, viagens, check-in em hotéis, reservas em restaurantes. A saúde estava atrasada… mas está a recuperar rapidamente. Quando o utente percebe que consegue falar com o médico sem perder meia manhã em deslocações, a resistência desaparece.

  2. Maturidade tecnológica do SNS
    A plataforma LIVE, desenvolvida pela SPMS, permite teleconsultas com vídeo e áudio de forma integrada com os sistemas do Serviço Nacional de Saúde. Não é só uma chamada de vídeo; é um ato clínico registado, seguro e enquadrado nos processos do SNS.

  3. Pressão sobre recursos e listas de espera
    Hospitais e centros de saúde precisam de soluções para gerir melhor o tempo de profissionais e utentes. Em muitas situações clínicas (seguimentos, explicação de exames, ajustes de medicação), a teleconsulta é mais eficiente e não perde qualidade.

A combinação destes fatores está a consolidar a teleconsulta como prática clínica complementar, não como substituto de tudo, mas como uma ferramenta séria para:

  • reduzir deslocações desnecessárias;
  • otimizar horários de médicos e enfermeiros;
  • dar resposta mais rápida em casos adequados à distância.

É o mesmo raciocínio que vemos no turismo com a IA: nem tudo é digital, nem tudo é físico. O valor está na combinação inteligente.


A nova funcionalidade LIVE: notificações por email e SMS que fazem a diferença

A grande novidade deste ano na LIVE é simples de explicar e muito eficaz: notificações automáticas ou manuais para os utentes por email ou SMS quando a teleconsulta começa.

Como funciona na prática

Desde outubro de 2025, os profissionais de saúde podem, a partir da LIVE:

  • acionar um email ou SMS automático assim que iniciam a teleconsulta; ou
  • enviar manualmente essa notificação ao utente, se fizer sentido no contexto.

O utente recebe uma mensagem clara a dizer que a sessão está em curso e sabe que é altura de:

  • se sentar num local calmo;
  • garantir que tem internet e som a funcionar;
  • entrar na teleconsulta sem atrasos.

Porque é que isto importa tanto

Quem já tentou organizar teleconsultas (no SNS ou no privado) sabe que um dos problemas crónicos é a adesão e a pontualidade:

  • utentes que se esquecem da hora;
  • pessoas que pensam que vão receber uma chamada, quando na verdade têm de entrar numa sala virtual;
  • atrasos em cadeia quando a primeira consulta falha.

A nova funcionalidade da LIVE ataca precisamente esse problema:

Quanto mais claro for o momento de início da teleconsulta, maior é a adesão, menor é a frustração e melhor é a experiência para todos.

Além disso, esta melhoria não tem custos adicionais para as unidades de saúde, porque está totalmente integrada na plataforma que já usam. Ou seja, não obriga a projetos paralelos, orçamentos novos ou contratos com terceiros.


Benefícios concretos para utentes, profissionais e SNS

A teoria é bonita, mas vamos ao que realmente muda para cada lado.

Para utentes: menos deslocações, mais previsibilidade

Para quem vive longe do hospital, tem mobilidade reduzida ou simplesmente não pode perder meio dia de trabalho, a LIVE já está a fazer diferença:

  • Menos viagens para consultas de seguimento ou esclarecimento de exames;
  • Menos tempo perdido em salas de espera;
  • Mais clareza sobre quando a consulta começa, graças às notificações;
  • Sensação de que o SNS está mais próximo, mesmo quando o utente está em casa.

Em muitos aspetos, a experiência está a aproximar-se daquilo que já usamos no turismo:

  • notificações de check-in de voo;
  • avisos de hora de entrada no alojamento;
  • lembretes de reserva num restaurante.

Quando a saúde usa o mesmo tipo de lógica centrada no utilizador, a adesão sobe naturalmente.

Para profissionais de saúde: tempo usado onde interessa

Do lado de médicos, enfermeiros e outros profissionais, as vantagens são claras:

  • Menos faltas em teleconsultas porque o utente sabe exatamente quando entrar;
  • Gestão de agenda mais previsível, com menos interrupções ou re-agendamentos de última hora;
  • Possibilidade de organizar blocos de teleconsultas para seguimentos simples, libertando tempo presencial para casos complexos.

Isto não resolve, por si só, a escassez de recursos humanos, mas ajuda a usar melhor o tempo clínico disponível. E isso, em contexto de pressão sobre o SNS, é ouro.

Para o SNS: mais eficiência e dados para melhorar

A nível sistémico, o aumento da utilização da LIVE traz três impactos importantes:

  1. Otimização de recursos
    Menos deslocações evitáveis, menos pedidos de transporte, menos pressão sobre urgências para situações que podiam ser resolvidas à distância.

  2. Dados para melhoria contínua
    Cada teleconsulta gera informação sobre tempos médios, taxa de comparência, especialidades que mais usam o serviço, perfis de utentes com mais adesão. Com estes dados, é possível ajustar agendas, planeamento e até políticas públicas.

  3. Base para integrar IA de forma responsável
    Plataformas como a LIVE criam a infraestrutura onde, gradualmente, se podem introduzir funcionalidades de inteligência artificial clínica e operacional: apoio à triagem, sumarização automática de consultas, alerta de risco, etc.


O papel da inteligência artificial: da saúde ao turismo em Portugal

A LIVE ainda não é, em si, uma plataforma de IA clínica, mas encaixa perfeitamente na visão que a SPMS tem vindo a divulgar: soluções digitais integradas, seguras e éticas.

Que tipo de IA faz sentido na teleconsulta?

Nos próximos anos, é razoável esperar funcionalidades como:

  • Assistentes de triagem pré-consulta, que recolhem sintomas básicos antes da teleconsulta e ajudam o profissional a focar-se mais rápido no essencial;
  • Resumo automático da teleconsulta, transformando a conversa em notas clínicas estruturadas, para reduzir burocracia;
  • Alertas de risco com base em dados clínicos e padrões anteriores;
  • Análise de procura para prever picos de marcações em certas especialidades ou regiões.

Tudo isto só é viável quando existe uma base como a LIVE: canais digitais consolidados, utentes habituados e dados minimamente organizados.

O paralelismo com a IA no turismo português

Este artigo faz parte da série “IA no Turismo Português: Experiências Personalizadas”, e a ponte entre saúde e turismo é mais direta do que parece.

No turismo, a IA já está a ser usada para:

  • recomendar hotéis, restaurantes e experiências personalizados ao perfil do viajante;
  • gerir preços (revenue management) em função da procura, época, eventos;
  • ajustar capacidade de limpeza, receção e apoio ao cliente com base em padrões de ocupação;
  • utilizar chatbots multilíngues para responder, em segundos, a pedidos de hóspedes.

Na saúde, a lógica é semelhante, embora com um nível de exigência ética e de segurança muito superior:

  • personalizar seguimentos e lembretes consoante o perfil do utente e a sua condição clínica;
  • prever necessidades de recursos em hospitais e centros de saúde, por época do ano e perfil da população;
  • apoiar equipas a tomarem decisões mais rápidas e fundamentadas.

A mensagem é simples: os mesmos princípios de personalização e eficiência que a IA está a trazer ao turismo podem — e devem — ser adaptados à saúde, sempre com regras claras e supervisão clínica.


Como preparar a sua organização de saúde para este futuro digital

Se trabalha numa unidade de saúde, pública ou privada, a questão já não é se deve apostar em teleconsultas e IA, mas como o fazer de forma estruturada e segura.

Alguns passos práticos que tenho visto funcionar:

  1. Começar pelo básico bem feito
    Antes de pensar em IA avançada, garanta que a equipa domina a utilização da LIVE ou da plataforma que estiver a usar: agendamentos, notificações, registo da consulta, regras de privacidade.

  2. Definir casos de uso claros

    • Que tipos de consulta fazem sentido à distância na sua realidade?
    • Que perfis de utente beneficiam mais?
    • Como é que vai medir sucesso (adesão, satisfação, tempo poupado)?
  3. Formar as equipas
    A tecnologia só resulta se médicos, enfermeiros e administrativos se sentirem confortáveis. Pequenas sessões práticas valem mais do que longos manuais.

  4. Ouvir utentes e ajustar
    Pergunte: onde correu bem? Onde correu mal? As notificações foram claras? Houve problemas de acesso? Pequenos ajustes de linguagem nas mensagens SMS, por exemplo, podem aumentar muito a taxa de participação.

  5. Planear, com calma, a integração de IA
    Quando a teleconsulta estiver estável, faz sentido olhar para soluções de IA que já respeitem as orientações nacionais e europeias: transparência, segurança, uso ético de dados. A SPMS tem vindo a publicar referências precisamente nesta direção.

Esta abordagem faseada é a mesma que vemos nos destinos turísticos que estão a usar IA com mais sucesso: primeiro digitalizam a experiência, depois otimizam com dados, e só então automatizam com inteligência artificial.


Para onde vamos: teleconsultas mais inteligentes, experiências mais humanas

O crescimento de mais de 33% nas teleconsultas pela LIVE em 2025 é um sinal claro de que a saúde digital em Portugal deixou de ser exceção. As novas notificações por email e SMS parecem um detalhe técnico, mas representam uma mudança de mentalidade: foco real na experiência do utente, na adesão e na pontualidade.

Do lado da IA na saúde em Portugal, este tipo de plataformas abre o caminho para soluções mais avançadas, mas com os pés bem assentes no chão: primeiro serviço útil, depois inteligência adicional. É exatamente o que está a acontecer no turismo português, onde a IA já torna viagens e alojamentos mais personalizados sem apagar o toque humano.

Se é profissional de saúde, gestor hospitalar ou trabalha em projetos digitais ligados ao SNS, este é um bom momento para:

  • rever como está a usar a LIVE na sua organização;
  • mapear oportunidades concretas para melhorar a experiência de teleconsulta;
  • começar a desenhar como a IA poderá apoiar, e não substituir, a relação entre profissionais e utentes.

A próxima década vai ser marcada por isto: serviços públicos e privados mais inteligentes, experiências mais personalizadas e, paradoxalmente, relações mais humanas porque o tempo passa a ser usado onde conta. A teleconsulta pela LIVE já faz parte dessa história. A questão é simples: como é que a sua organização quer estar posicionada quando o próximo salto acontecer?

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