“Just In Time”: o podcast que põe a IA na logística a mexer

IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de ValorBy 3L3C

O novo podcast “Just In Time” da APLOG pode ser o acelerador da IA na logística portuguesa. Veja como usar cada episódio para ganhar eficiência real.

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Porque é que um podcast de logística interessa à sua operação

Mais de 60% do custo total de muitas empresas portuguesas está ligado à cadeia de abastecimento. Se a logística falha, o negócio falha. E, em 2025, quem não estiver a falar de IA na logística, automação e dados em tempo real está simplesmente a ficar para trás.

É aqui que entra o novo projeto da APLOG – “Just In Time – o podcast sobre Supply Chain”. Não é só mais um conteúdo para ouvir no carro: é um canal pensado para quem precisa de transformar operações, ganhar eficiência e tomar decisões com base em dados – e, cada vez mais, com base em inteligência artificial.

Neste artigo da série “IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de Valor”, pego no lançamento deste podcast da APLOG e vou um passo além: mostrar como pode utilizar estes conteúdos para acelerar a adoção de IA na sua cadeia logística em Portugal.


O que é o “Just In Time” e porque interessa a quem vive a logística

O “Just In Time” é o novo podcast da APLOG, pensado para ser um espaço de partilha de conhecimento, experiências e tendências do setor logístico em Portugal.

A APLOG assume três objetivos muito claros com este canal:

  • Partilhar conhecimento especializado em supply chain, logística e transportes;
  • Dar voz a especialistas e líderes de opinião que estão no terreno, a gerir operações reais;
  • Debater desafios atuais: volatilidade da procura, disrupções, falta de talento, pressão de custos e, claro, a entrada em força da inteligência artificial na logística.

Os episódios são disponibilizados mensalmente nos canais digitais da APLOG (LinkedIn, Spotify, YouTube e site), o que facilita o consumo: pode ouvir no trajeto para o trabalho, numa viagem de camião/viatura de distribuição, ou enquanto revê relatórios de armazém.

A grande vantagem? Conteúdo feito em Portugal, com exemplos portugueses e problemas que são os mesmos que a sua operação enfrenta todos os dias.


Como este podcast encaixa na transformação com IA na logística portuguesa

Se o objetivo é ganhar eficiência na cadeia de valor, a IA é hoje uma peça central. Mas saber onde e como aplicar IA em logística ainda é o ponto onde muitas empresas se perdem.

O “Just In Time” pode funcionar como guia prático em quatro frentes críticas:

1. Otimização de rotas com IA

Na distribuição urbana ou nacional, o custo por quilómetro e por entrega é cada vez mais escrutinado. A IA já está a ser usada para:

  • Recalcular rotas em tempo real com base em trânsito, janelas horárias e prioridades de entrega;
  • Agrupar encomendas de forma inteligente para reduzir quilómetros em vazio;
  • Simular cenários (mais viaturas, menos viaturas, mudança de centros de distribuição) e prever impacto em custos e níveis de serviço.

Ao ouvir casos práticos no podcast, um diretor de logística consegue rapidamente:

  • Identificar onde a sua rota ainda é “manual” demais;
  • Perceber que dados precisa (GPS, tempos de carga/descarga, janelas de cliente) para alimentar algoritmos de IA;
  • Inspirar-se em soluções que outros operadores nacionais já implementaram.

2. Gestão de armazéns mais inteligente

Os armazéns portugueses ainda estão muito dependentes de decisões humanas baseadas em “experiência”. A experiência é valiosa, mas quando aliada à IA o salto de eficiência é enorme.

A IA aplicada a gestão de armazéns pode:

  • Sugerir a melhor localização de produtos com base em giro, sazonalidade e compatibilidades;
  • Prever congestionamentos em zonas de picking e propor reconfigurações temporárias;
  • Otimizar a afetação de recursos (pessoas, empilhadores, AGVs) por turno.

Conteúdos como o “Just In Time” ajudam quem está em operações a:

  • Entender quais são os primeiros passos realistas: nem sempre começar por robôs, muitas vezes é começar por dados;
  • Ver exemplos de KPIs que outras empresas em Portugal estão a acompanhar (picks/hora, lead time interno, erros de picking) e que depois se ligam a projetos de IA;
  • Desmistificar a ideia de que “IA é só para multinacionais” – muitos projetos começam pequeno, com um armazém e um conjunto restrito de referências.

3. Previsão de procura e planeamento

A capacidade de prever vendas, consumo de matérias-primas ou fluxos de encomendas tem impacto direto em:

  • Nível de stock;
  • Rutura em loja ou na linha de produção;
  • Cash-flow e capital empatado em inventário.

Modelos de IA conseguem trabalhar com históricos, campanhas, feriados portugueses, sazonalidade regional, até com dados de meteorologia, para produzir previsões muito mais fiáveis do que as simples médias históricas.

Aqui, ouvir especialistas no podcast pode ajudar a:

  • Perceber quais os dados mínimos para arrancar com um modelo de previsão de procura;
  • Ouvir erros que outros já cometeram (dados sujos, ERP desatualizado, falta de alinhamento com comercial e marketing);
  • Clarificar benefícios concretos: redução de stock em X%, aumento de nível de serviço em Y%, que são métricas que qualquer CFO entende.

4. Automação e talento na logística

Há um tema que vai certamente aparecer com frequência no “Just In Time”: talento em logística. Portugal enfrenta escassez de motoristas, operadores de armazém, perfis de planeamento e analistas de dados.

A IA e a automação respondem a este desafio em duas frentes:

  • Automatizar tarefas repetitivas (preparação de relatórios, planeamento básico, atribuição de rotas) para libertar pessoas para funções de maior valor;
  • Criar novas funções: analista de dados de supply chain, gestor de projetos de automação, product owner de soluções logísticas.

Um podcast que junta APLOG, empresas, consultores e academia é um bom radar para quem quer:

  • Reposicionar a sua carreira na logística com foco em dados e IA;
  • Perceber que competências vai precisar nos próximos 2–3 anos;
  • Entender como outras organizações estão a requalificar equipas em vez de simplesmente substituir pessoas por tecnologia.

Como tirar partido do “Just In Time” dentro da sua empresa

Ouvir um podcast é fácil. Transformar esse conteúdo em valor real na operação é outra coisa. Eis um método simples para usar o “Just In Time” como ferramenta de melhoria contínua.

1. Criar um “clube de podcast” de logística

Funciona como um pequeno grupo de melhoria interna:

  1. Escolha 3–5 pessoas-chave (planeamento, operações, TI, transporte);
  2. Defina um episódio do “Just In Time” por mês como “obrigatório” para o grupo;
  3. Agende 30 minutos para discutir o episódio e responder a três perguntas:
    • O que estamos a fazer bem neste tema?
    • Onde temos maior gap face ao que foi partilhado?
    • Que uma ação concreta podemos testar nas próximas 4 semanas?

Esta abordagem cria um ciclo de aprendizagem contínua alinhado com o que de mais atual está a ser discutido no setor.

2. Ligar cada episódio a um KPI da cadeia de valor

A série onde este artigo se insere fala exatamente de eficiência na cadeia de valor com IA. Para que isso não fique só em discurso, associe cada tema a um indicador:

  • Episódio sobre rotas → Custo por entrega ou km em vazio;
  • Episódio sobre armazéns → picks/hora ou erros de preparação;
  • Episódio sobre previsão de procura → rutura de stock e stock médio;
  • Episódio sobre talento e IA → tempo médio de formação ou adesão a novas ferramentas digitais.

Depois, pergunte-se diretamente: que solução de IA poderia ajudar a melhorar este KPI? E use o conteúdo do podcast como fonte de ideias e referências.

3. Envolver direção e TI desde o início

Muitos projetos de IA em logística morrem porque ficam “presos” entre operações e TI, sem patrocínio claro. Usar episódios do “Just In Time” em reuniões com direção pode ajudar a:

  • Mostrar que não é uma agenda individual, mas uma tendência clara do setor;
  • Dar exemplos de empresas portuguesas que já estão a colher resultados;
  • Justificar investimentos em dados, integrações e formação com base em práticas de mercado.

IA, logística portuguesa e conhecimento partilhado: a combinação certa para 2026

O lançamento do “Just In Time – o podcast sobre Supply Chain” é um sinal claro de maturidade do ecossistema logístico português: passámos da fase de “apagar fogos” para a fase de falar abertamente sobre estratégia, dados e IA.

Se está a acompanhar esta série sobre IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de Valor, o podcast da APLOG é um complemento perfeito:

  • Dá contexto real e português aos temas que aqui discutimos;
  • Mostra que a IA não é teoria – é ferramenta de trabalho diário na logística;
  • Ajuda a criar linguagem comum entre equipas operacionais, TI e gestão de topo.

O próximo passo está do seu lado: escolha um episódio, envolva a sua equipa e transforme 30 minutos de áudio em uma melhoria concreta na sua cadeia de abastecimento. A competitividade do seu negócio, em 2026, vai depender da rapidez com que consegue passar de conversa sobre IA a projetos de IA em produção.


Perguntas frequentes rápidas

Como é que um podcast pode ajudar, na prática, a minha logística?
Ao trazer exemplos, métricas e decisões reais de outras empresas, reduz a incerteza e acelera o desenho do seu próprio roadmap de IA e eficiência operacional.

A IA na logística é viável para PME portuguesas?
Sim. Muitos projetos começam com análises preditivas simples (por exemplo, previsão de procura ou otimização de rotas) usando dados que a empresa já tem em ERP, TMS ou WMS.

Por onde começo se quero usar IA na cadeia de valor?
Escolha um problema concreto (ex.: demasiadas ruturas de stock, rotas pouco eficientes), identifique os dados disponíveis e procure referências – como as partilhadas pela APLOG – para definir um piloto de 3–6 meses.

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