Como a parceria Católica Porto–APLOG acelera a IA na logística

IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de ValorBy 3L3C

Parceria Católica Porto–APLOG pode ser o motor para formar talento em IA e dados na logística portuguesa e transformar rotas, armazéns e previsão de procura.

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Como a parceria Católica Porto–APLOG acelera a IA na logística

Em muitas empresas portuguesas, a logística continua a decidir-se “a olho” enquanto a concorrência já usa dados, algoritmos e IA para ganhar minutos em cada entrega e pontos de margem em cada operação. Quem ficar de fora desta transição tecnológica arrisca perder competitividade em 2026 e seguintes.

É aqui que a colaboração entre a Católica Porto Business School e a APLOG deixa de ser apenas “mais um protocolo” e passa a ser um sinal claro: o ecossistema logístico português está a organizar-se para profissionalizar talento, formar gestores em inteligência artificial na logística e aproximar a academia do terreno.

Neste artigo da série “IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de Valor”, vou explicar porque esta parceria é estratégica, que oportunidades abre para empresas e profissionais e como pode ser usada, já em 2025/2026, para acelerar projetos de IA em rotas, armazéns e previsão de procura.


1. O que está em causa com o protocolo Católica Porto – APLOG

O protocolo entre a Católica Porto Business School e a APLOG é, na prática, um acelerador de conhecimento aplicado à logística e supply chain em Portugal.

A essência do acordo é simples:

  • Cursos e formações de executivos em logística, operações e gestão da cadeia de valor
  • Condições preferenciais para associados e parceiros APLOG
  • Ligação direta entre investigação académica e desafios reais das empresas

A Católica Porto Business School traz a capacidade de desenho de programas avançados em temas como:

  • Análise de dados aplicada à logística
  • Modelos de otimização e simulação
  • Estratégia de supply chain e operações globais
  • Gestão de risco e resiliência da cadeia de abastecimento

A APLOG garante o lado prático:

  • Acesso à comunidade de operadores logísticos, indústria, retalho e transporte
  • Casos reais para estudo e projeto
  • Difusão de boas práticas e networking

Porque é que isto interessa a quem está a olhar para IA na logística?

Porque a adoção de IA não falha por falta de tecnologia. Falha, na maioria dos casos, por falta de competências internas, de capacidade de interpretar dados e de projetos-piloto bem desenhados. Um protocolo como este existe precisamente para reduzir esse fosso.


2. Competências que a logística portuguesa precisa para tirar partido da IA

Se uma empresa quiser usar IA para otimizar a sua cadeia de valor, não precisa de dezenas de PhDs. Precisa de um núcleo de profissionais que dominem três blocos fundamentais.

2.1. Pensamento analítico aplicado à operação

A IA só faz sentido quando responde a perguntas de negócio muito concretas:

  • Como reduzir custos de transporte em 5–10% sem piorar o serviço?
  • Como cortar um dia ao lead time médio?
  • Como diminuir ruturas de stock mantendo o capital empatado controlado?

Ter gestores formados para traduzir problemas operacionais em problemas de decisão estruturados (rotas, níveis de stock, dimensionamento de frota, alocação de recursos) é meio caminho andado para qualquer projeto de IA correr bem.

É aqui que programas executivos bem construídos fazem a diferença: treinam esta forma de pensar, com casos portugueses, setores reais e métricas que interessam ao CFO.

2.2. Literacia de dados e IA para não técnicos

Não é realista querer que todos os profissionais de logística aprendam a programar. Mas é obrigatório, em 2026, que um diretor de logística saiba:

  • Que dados tem, que dados lhe faltam e que qualidade têm
  • O básico de modelos preditivos, clustering e otimização
  • Como interpretar um modelo de previsão de procura ou um simulador de rotas

Formações criadas em parceria entre uma business school e a APLOG podem ensinar exatamente isto: usar IA sem a tratar como caixa negra, fazer perguntas certas às equipas de TI e a fornecedores, negociar projetos com base em valor e não em buzzwords.

2.3. Gestão da mudança na cadeia de valor

IA na logística mexe com tudo: turnos de armazém, forma de planear transportes, relação com parceiros e até métricas de avaliação interna.

Faltam ainda em Portugal gestores que saibam:

  • Comunicar benefícios da IA às equipas operacionais
  • Garantir que algoritmos não entram em conflito com “sabedoria do terreno”
  • Desenhar pilotos rápidos, medir impacto e escalar apenas o que funciona

Uma parceria como Católica Porto–APLOG consegue trazer metodologias de gestão de mudança, casos de estudo e até simulações em sala que preparam líderes para este tipo de projetos.


3. Onde a IA pode gerar valor imediato na logística portuguesa

A agenda formativa que nascer deste protocolo tem tudo para se alinhar com quatro áreas onde a IA já mostra valor concreto na logística em Portugal.

3.1. Otimização de rotas e transporte

O uso de IA e algoritmos avançados na otimização de rotas já não é ficção científica. Operadores que combinam dados históricos, restrições legais, horários de clientes e tráfego em tempo real conseguem:

  • Reduzir quilómetros vazios
  • Melhorar a taxa de cumprimento de janelas horárias
  • Diminuir consumos de combustível e emissões de CO₂

Um gestor formado para trabalhar com estes sistemas consegue, por exemplo:

  • Definir as métricas certas (custo por entrega, paragens por rota, emissões por tonelada)
  • Validar se as propostas do algoritmo fazem sentido no terreno
  • Criar regras de negócio para exceções (clientes premium, mercadorias sensíveis, etc.)

3.2. Gestão de armazéns e automação inteligente

Nos armazéns portugueses, a IA pode ajudar em três frentes práticas:

  • Slotting inteligente: colocar artigos nos locais mais adequados, com base em rotação, afinidade de picking e restrições físicas
  • Previsão de carga de trabalho: ajustar turnos e recursos aos picos e vales de atividade
  • Suporte a sistemas automáticos (transportadores, AGV, picking por voz ou luz)

Este tipo de projetos exige perfis que entendam a operação, consigam ler dashboards e questionar o modelo quando algo foge ao padrão. De novo, formação executiva orientada à realidade portuguesa é o catalisador.

3.3. Previsão de procura e planeamento da cadeia de valor

A IA na previsão de procura é uma das áreas com maior retorno potencial, mas também uma das que mais falha quando é tratada como “caixa mágica”.

Com equipas bem formadas, é possível:

  • Integrar dados internos (vendas, campanhas, históricos) com dados externos (feriados, meteo, eventos)
  • Escolher o horizonte certo: dia, semana, mês, dependendo do negócio
  • Definir níveis de serviço alvo por canal e família de produto

Isto traduz-se em menos ruturas, menos excesso de stock e maior alinhamento entre compras, produção, logística e comercial.

3.4. Resiliência e gestão de risco na supply chain

Os últimos anos mostraram que cadeias de abastecimento demasiado “enxutas” podem ser frágeis. A IA pode apoiar em:

  • Identificação de fornecedores críticos e pontos únicos de falha
  • Simulação de cenários (atrasos, quebras de capacidade, choques de procura)
  • Definição de planos de contingência e estoques de segurança inteligentes

Programas coorganizados por Católica Porto e APLOG têm condições para tratar este tema com profundidade, ligando teoria de risco a exemplos reais de empresas portuguesas.


4. Como empresas e profissionais podem tirar partido desta parceria

O protocolo não é apenas uma boa notícia institucional. Pode ser usado de forma muito pragmática por quem está no terreno.

4.1. Para empresas: desenhar um plano de capacitação em IA logística

Empresas associadas da APLOG passam a ter acesso facilitado a formação executiva estruturada. Uma forma inteligente de aproveitar isto é desenhar um plano em três passos:

  1. Diagnóstico interno
    Mapear processos logísticos mais críticos, fontes de dados existentes, sistemas atuais e dores principais (custos, níveis de serviço, visibilidade, risco).

  2. Capacitação dirigida
    Escolher formações que respondam a esses problemas: previsão de procura, otimização de transporte, gestão de armazéns, resiliência, analytics para gestores.

  3. Projeto-piloto com equipa mista
    Combinar pessoas que fizeram a formação com especialistas internos de TI/dados e, se fizer sentido, docentes ou alumni da Católica Porto. Focar num piloto com objetivos claros, prazos curtos e métricas de sucesso bem definidas.

Este tipo de abordagem aumenta muito a probabilidade de projetos de IA em logística saírem da fase de slides para resultados mensuráveis.

4.2. Para profissionais: posicionar-se como “tradutor” entre IA e operação

Para quem trabalha em logística, supply chain ou operações, esta parceria abre uma oportunidade concreta de carreira: tornar-se o elo de ligação entre a tecnologia e o armazém, entre o algoritmo e a doca de carga.

Quem dominar conceitos de IA aplicados à logística, compreender indicadores de negócio e falar a linguagem das equipas operacionais terá um perfil raro no mercado português.

Algumas formas práticas de tirar partido:

  • Inscrever-se em programas de curta duração focados em analytics, IA e transformação digital em logística
  • Usar projetos de curso para atacar problemas reais da própria empresa
  • Levar dashboards, modelos simples de previsão ou simulações para as reuniões operacionais, mostrando valor no dia a dia

5. O papel da formação contínua na IA na logística portuguesa

A transformação da logística em Portugal com IA não acontece com um único projeto, nem com uma implementação de software. Acontece com aprendizagem contínua e com um ecossistema que favorece a partilha de conhecimento.

A parceria Católica Porto–APLOG encaixa exatamente nesta lógica:

  • Aproxima empresas de conteúdos atualizados e professores que trabalham dados e IA na prática
  • Dá contexto académico a desafios muito concretos de transporte, armazenagem e supply chain
  • Estimula a criação de estudos, casos portugueses e até novos programas específicos de IA na logística

Este movimento também conversa diretamente com outros esforços da APLOG, como estudos sobre talento em logística e iniciativas focadas em resiliência da supply chain. No conjunto, mostram que a eficiência na cadeia de valor passa por talento preparado, e não apenas por novos sistemas.


6. Próximos passos para quem quer avançar já

Se a sua empresa está a pensar em IA na logística para 2026, o momento para estruturar competências é agora, enquanto a concorrência ainda está a dar os primeiros passos.

Sugestão prática:

  • Defina um responsável interno pela transformação digital na logística
  • Mapeie 1–2 áreas prioritárias (rotas, armazém, previsão de procura)
  • Identifique 3–5 pessoas com perfil para se formarem em temas de IA e dados
  • Use as oportunidades criadas por protocolos como o da Católica Porto–APLOG para montar um plano de formação e pilotos

A série “IA na Logística Portuguesa: Eficiência na Cadeia de Valor” existe precisamente para apoiar este caminho: traduzir conceitos técnicos em decisões de gestão e mostrar onde a IA gera valor real na operação.

A logística portuguesa tem hoje condições únicas: mais dados, mais soluções tecnológicas e parcerias fortes entre academia e setor empresarial. A questão já não é se a IA vai entrar na sua cadeia de valor, mas quem, dentro da sua organização, vai estar preparado para a liderar.